Welcome Tomorrow – 2019 – Nomad Village – Sociedade do Amanhã

Veja o resumo do conteúdo apresentado no auditório do Procurement Club - Sociedade do Amanhã - na Nomad Village do Welcome Tomorrow 2019. Tecnologia, mobilidade, empreendedorismo, sustentabilidade e futuro do trabalho!

Dentro do complexo de 40 mil m² da São Paulo Expo, o Procurement Club (PC) montou o auditório Sociedade do Amanhã, na Nomad Village, para dialogar sobre tecnologia, mobilidade, empreendedorismo, sustentabilidade e futuro do trabalho.

Em um auditório lotado, o Procurement Club concluiu sua participação no Welcome Tomorrow 2019 no último dia 07 de novembro com sensação de dever cumprindo e uma ótima expectativa para a edição 2020.

Tiago Alves, CEO da Regus do Brasil e Maria Cândida, Broadcast TV Globo & Digital Journalist foram os mestres de cerimônia tornando o debate ainda mais interessante e interativo, com suas intervenções e perguntas surpresas para os convidados.

E, enfim, para quem não teve a oportunidade de estar lá, um pouco do conhecimento e troca que aconteceu.

Sociedade do Amanhã

Sociedade do Amanhã – Nomad Village – Welcome Tomorrow 2019

Explicando a Smart City

Neste painel Tiago Alves – CEO da Regus, Diego Conti – Especialista em Smart City e Rafael Guedes – CEO ACEPTH (Associação dos Comerciantes, Empresários e Proprietários de Imóveis do Triângulo Histórico da Cidade de São Paulo) apresentaram a perspectivas da cidade inteligente. Entre os diversos contrapontos apresentados, o equilíbrio social apareceu mais de uma vez.

Diante do exposto, ficou complicado conceber a ideia de uma cidade tecnologicamente inteligente, ou, em outras palavras, de uma Smart City, em uma sociedade sem igualdade de acesso à educação, informação e tecnologia. Por isso, entende-se a necessidade de estabelecer um equilíbrio social para se atingir esse projeto de Smart City.

Para que tudo funcione em harmonia e a Smart City seja factível, a sociedade precisa ter condições de entender a tecnologia. Para isso é necessário atuar em diversas frentes; e romper as barreiras das desigualdades sociais faz parte desse contexto, para que assim a Smart City possa funcionar. Um dos exemplos citados foi o uso do carro diante da ineficiência do transporte público. Ainda neste contexto foi feito o contraponto de quem tem a possibilidade e a disponibilidade do uso dos modais e de quem ainda depende do transporte público ou do carro próprio; por razões diversas, seja financeira ou de segurança.

Os prédios tendem a se tornar cada vez mais inteligentes. Já é comum encontrar elevadores sem botão, porta sem maçaneta, estacionamentos para carros elétricos, com pontos para carregá-los. As adaptações estão acontecendo. Mas, de que adianta um prédio tão inteligente, se a sociedade não está apta a operar tais tecnologias? Este foi um dos diversos questionamentos levantados nesta plenária.

Sociedade do Amanhã

Para além disso, a cidade do futuro deve ter como pilar a sustentabilidade. Sem este a sociedade do amanhã tende a caminhar a passos largos para um colapso ambiental.

As adaptações são necessárias. Porém é essencial que as novas construções sejam projetadas com tecnologia de energia renovável, que conecte todas as tecnologias de maneira integrada, para uma construção mais verde. Em outras palavras significa dizer que, desde o projeto até o fim das obras e o ciclo de uso do prédio, haja uma conexão integrada. Ou seja, o local escolhido para a obra, a destinação dos resíduos, até a gestão do que será gerado de acordo com a utilização do prédio; seja ele um escritório ou uma fábrica.

Um dos desafios da sociedade do amanhã, dentro do conceito da Smart City é prever qual será a próxima grande e nova tecnologia disruptiva. Afinal, como projetar algo para esse futuro tão tecnológico, com tantas possibilidades… Este foi mais um, dos tantos apontamentos feitos no início da manhã no auditório do Procurement Club.

Neste contexto, a conclusão que se chega é que, se colocada em prática a integração tecnológica do que já se tem acesso, com energias renováveis, gestão de resíduos, entre outros, é um caminho para a prática da consciência ambiental e equilíbrio social; que, possivelmente vai resultar em uma adaptação mais simples no amanhã.

Nesta plenária foi levantada ainda a relação de responsabilidade e compromisso público-privado que se estabelece com o objetivo de conscientizar a sociedade do papel social que cada um tem diante da formação factível da Smart City. Ou seja, não adianta apenas responsabilizar e cobrar o outro. Debateu-se ainda sobre o processo de adaptação que se reconhece entre cultura e realidade, para que as coisas se concretizem de maneira leve e acessível.

Este foi apenas um resumo, diante de tanta informação e conteúdo que os painelistas trouxeram pautado em suas pesquisas e vivências.

Empreendedores para a URBE

O primeiro ponto abordado aqui foi a diferença entre empresário e empreendedor. Afinal, são coisas distintas. Em uma empresa, por exemplo é comum ter funcionários empreendedores ao passo que muitas vezes seus gestores não o são. A jornalista e mediadora da plenária, Maria Candida, fez um contra-ponto sobre o perfil tradicional de algumas empresas que não convergem com a ideia de funcionários empreendedores.

O conceito de empreendedorismo diverge em pontos de vista que vão desde os desafios de se empreender, em especial quando há instabilidade econômica e, a liberdade de inovar com foco na transformação pessoal e profissional.

Para os convidados deste painel, André Ghion, Leandro Barankiewicz e José Luiz Aguiar a chave para qualquer empreendedor é a soma de planejamento com execução. A ideia é importante desde que seja executada. Só a ideia em si não caracteriza que uma pessoa seja empreendedora. Talvez seja apenas uma pessoa com boas ideias.

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Desafios para empreender

Sobre as principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas que tomam a decisão de deixar a carreira executiva para empreender, estão: dinheiro, risco, desapego, burocracia, insegurança, entre outros. Diante disso é humano considerar que o fator medo permeiem tantos negócios. Porém, foi destacado que para sair da inércia é preciso executar.

André Ghion provocou uma reflexão sobre a pseudo segurança colocada no formato de contratação “CLT” como sendo um contrato mensal, que se renova a cada trinta dias. Assim, a pessoa com perfil empreendedor deve se planejar e executar sua ideia sem medo.

Outro ponto colocado, seguindo a reflexão provocada foi do conceito de que empreendedor que quer empreender para ficar rico já começou errado. A ideia do empreender está mais relacionada com liberdade e verdade do que com luxo e dinheiro. A exemplo disso, José Luiz de Aguiar, CMO da startup Moleccola colocou sua vivência com seu lado empreendedor.

Ao sair da empresa que trabalhava há 15 anos, abriu mão de uma vida estável e confortável, em uma casa e seguiu para executar a ideia que acreditava que iria motivar sua vida, pessoal e profissional. Para começar, diminuiu seu custo mudando-se para um apartamento e investiu sua energia, seu tempo e o seu conhecimento em algo que ele acreditava. “Na inauguração da primeira loja teste deu tudo errado. O processo operacional não funcionou. O aplicativo não funcionou. A internet não funcionou. Foi terrível…, mas foi muito legal ver as pessoas trazendo os resíduos e entendendo que era um negócio novo que ia mudar a forma como a sociedade de relaciona com o resíduo reciclável dela. As pessoas foram muito compreensivas na ocasião e são até hoje.”

Após compartilhar sua experiência, Aguiar deu exemplo sobre perseverança ao mostrar que empreender é, além do planejamento que possibilita a tentativa e o erro, uma revolução; na era da transformação digital o empreendedor deve aprender rápido e se adaptar mais rápido ainda. Apenas para constar, a empresa hoje possui 14 lojas.

A plenária foi uma grande aula. Além do planejamento e da execução, outros pontos fundamentais para o empreendedor moderno foram pontuados: visão, estratégia, pesquisa de mercado, atenção ao mercado investidor e brainstorm.

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Mobilidade Smart Living & Smart Office

Ainda dentro do contexto da Smart City, foco do auditório Sociedade do Amanhã, Luana Lorenzato – Procurement, Facilities & Services do Mercado Livre, apresentou na prática o complexo corporativo do Mercado Livre. Desde a escolha do local onde foi montada a estrutura operacional da empresa até seus pilares e valores de sustentação da gestão organizacional.

Para exemplificar a realidade da empresa e dos colaboradores que lá trabalham, demonstrando que é possível implantar a Smart City, seguem alguns itens apresentados, já implantados no complexo do Mercado Livre.

  • Horta
  • Academia
  • Bicicletário.
  • Espaço Mãe.
  • Alimentação.
  • Home Office.
  • Sala de Meditação.
  • Quadra Poliesportiva.
  • Ambientes Integrados.
  • Captação de água da Chuva.
  • Área de salão de beleza e barbearia.
  • Dashboard que mede o desperdício de alimento.
  • Captação e tratamento de 100% da água de chuva.
  • Telhado Inteligente I – claraboias que promovem iluminação natural.
  • Lâmpadas em led automatizadas, com sensores de presença e luminosidade.
  • Área de Jogos (atendendo a pedido de funcionários por meio de pesquisa interna).
  • Plano de Gestão de Resíduos que reduz o impacto ambiental gerado pela empresa.
  • Instalação Hidráulica Inteligente (com aproveitamento nos sistemas de descarga para bacias sanitárias e mictórios).
  • Composteira em que, o adubo gerado gera renda e sustentabilidade por fazer parte do projeto do ML que doa o adubo para uma comunidade.
  • Telhado Inteligente II – com placas fotovoltaicas (gera em média 46.800 em Kwh/mês – promovendo uma economia de 34% na conta da energia elétrica).

O Mercado Livre é hoje o maior marketplace do Brasil sendo considerado também o mais importante e-commerce do país. Presente em mais de 18 países, a infraestrutura possibilita outras frentes e parcerias como foi o caso da realização de uma das edições do São Paulo Fashion Week.

Redefinindo Conceitos de Mobilidade

Mario D’Andrea CEO do Dentsu Creative Group, foi o moderador do painel “Redefinindo os Conceitos de Mobilidade” com Miguel Fonseca – Regional Officer Toyota America Latina & Caribe, Mayra Auad – Produtora YourMama e Lucas Nassar – Diretor do Laboratório da Cidade.

O painel ampliou indescritivelmente a visão sobre mobilidade urbana. Do ponto de vista apresentado, pautado em muitos dados estatísticos, pesquisas, experiências e vivencia; nacionais e internacionais, a redefinição do conceito de mobilidade, humaniza o espaço urbano.

Para além da tecnologia sistematizada em processos robóticos de automação. Em outras palavras, é um passo atrás deste momento da tecnologia para dar dois à frente. Ou seja, provoca um olhar para a cidade como um espaço coletivo que deve atender a todos, indiscriminadamente. Para, a partir daí, se inserir tecnologia. Se não há acessibilidade para um deficiente visual, por exemplo, de que adianta somente mobilidade modal? Se não há uma ciclovia ou um espaço para o cadeirante, como falar em prédio inteligente que o elevador te leva sem apertar um botão? “Vivemos em um mundo urbano, desigual e as soluções tradicionais não dão conta.” (Lucas Nassar)

O painel de maneira alguma desmereceu os outros pontos da Smart City, ou do conceito de Sociedade do Amanhã. Muito pelo contrário, ampliou a dimensão do quanto ainda é preciso caminhar na prática da mobilidade, em especial do ponto de vista urbano e coletivo; e para isso, trouxe a visão da necessidade de redefinir alguns conceitos. “As cidades têm capacidade de oferecer algo a todos, mas só porque e quando são criadas por todos.” (Jane Jacob)

A partir do momento que se abre a cabeça para a redefinição do conceito de mobilidade é necessário orbitar por todas as faces da sociedade, para assim, entender todos os vieses  que este conceito pode ter. Desde a mudança nas cores dos espaços públicos, ao grafite de um prédio, a arborização de uma praça, o incentivo de projetos que incentivem o protagonismo de uma comunidade e coletivos que vivam a realidade e assim surjam mudanças factíveis e funcionais, afinal, quem melhor sabe o que um bairro precisa, por exemplo, do que quem vive nele? é quem vive nele.

“A falta de recursos não pode mais ser uma desculpa para não agir. A ideia de que a ação só pode acontecer depois que todas as respostas e recursos sejam definidos é receita certa para paralisia. O planejamento de uma cidade é um processo que permite correções; é arrogante acreditar que planejamento só pode ser feito depois que cada variável for controlada.” Jaime Lerner

Um dos pontos altos, diante de tantos, foi o fato de que a mobilidade não pode ser engessada. Logo, agir é urgente. E, diante de algumas situações são testes. Acertos e erros. Adaptações, adequações e melhorias. A mobilidade é um conceito mutante, assim como são as motivações e emoções humanas!

5G e a Digitalização da Sociedade

O caminho da tecnologia e o avanço da digitalização segue um crescente, década após década. Porém, nos últimos 10 anos é inegável o salto que a transformação digital teve, impactando a sociedade. Nesse caminho a indústria 4.0 e a tecnologia 5G nada mais são do que a consequência de todo esse processo. Na plenária foi apresentado, entre outras coisas, mitos e verdades em torno do que se conhece dentro da Tec. 5G.

Verdades sobre a Tec. 5 G

  • Será possível atingir velocidades de até 10-20Gbps.
  • Será a base tecnológica para digitalização das indústrias e setores da economia.
  • É a tecnologia que permitirá integrar com menos risco a transformação das indústrias (logística, mineração, manufatura, esportes, cidades, saúde e outras).
  • Será preciso um smartphone que comporte a tecnologia. Alguns modelos, Samsung, Motorola, Apple, entre outros, já estão sendo comercializados para suportar a TEC. 5G.
  • A tecnologia 5G exige a instalação de mais antenas nas cidades pois, apensar de sua faixa de frequência ser maior seu alcance é menor.
  • É uma tecnologia que já está sendo usada em 27 países; entre eles Estados Unidos, Europa, Coréia do Sul, Japão, Oriente Médio, Austrália e muitos outros. A Ericsson, por exemplo, já tem 21 redes ativas nessas nações e deve chegar ao Brasil em 2020.

Mitos da Tec. 5G

  • A fibra vai deixar de existir após a chegada da tecnologia 5G.
  • A tecnologia 5G pode causar problemas de saúde no ser humano e animais.
  • A tecnologia 3G e 4G é mais segura.

Quem passou no auditório do Sociedade do Amanhã, foi recebido com um Welcome Coffee, prática comum nos eventos do Procurement Club e, para abrilhantar os intervalos entre uma palestra e outra, Marcinho Eiras divertiu os presentes com seu talento musical.

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