O Procurement Club segue sua agenda de eventos que ampliam a visão dos líderes em Procurement, Finanças e Supply Chain. A Mobilidade Corporativa é um debate que demanda soluções imediatas

A 11ª Edição do Procurement Club – Mobilidade Corporativa – apresentou para o público o impacto que as inovações tecnológicas podem trazer para solucionar questões de mobilidade corporativa do ponto de vista urbano e humano. Trouxe também a visão da integração multimodal e seus benefícios econômicos. E ainda, expôs o valor humano que deve pautar as ações das relações de trabalho nas corporações.

O evento realizado no espaço IT’S INFORMOV recebeu os convidados com o welcome coffee para promover interação entre o público e ao final um coquetel proporcionou o fortalecimento do network.

Se você ainda não conhece o que acontece nesses eventos, veja o que alguns participantes estão falando sobre ele.

O uso da inteligência artificial foi colocada de maneira esclarecedora, demonstrando que há espaço para robôs e humanos. Por outro lado, precisamos estar prontos para diferenciar o papel de cada um.

De maneira descontraída, houve sorteio com brindes dos apoiadores: Uma máquina multibebidas da Três Corações, um projeto arquitetônico biofílico da Vertical Garden, um voucher para camarote no Allianz Parque fornecido pelo Grupo Verzani & Sandrini  e o livro “Marketing 4.0″, sorteado pela Agência Santa Fé FALOMI animaram o público ao final do debate.

Mobilidade Corporativa

A princípio a mobilidade corporativa está diretamente relacionada a vida útil das empresas. Fatores externos que podem levá-las ao fim, do mesmo modo que elementos internos.

De maneira interativa, Tiago Alves fez um contraponto da sua expertise com a visão de quem estava ali, participando colaborativamente com sua apresentação.

Com perguntas que traçavam o perfil do público, o CEO da Regus levantou muitos pontos, fez provocações pertinentes, apresentou soluções e demonstrou conhecer as tendências de futuro deste novo modelo de relacionamento entre corporação e colaborador, que precisa ser amadurecido. Dentro desse cenário, o impacto do comportamento de consumo, segundo Alves, é correlato.

Um dado do Fórum Econômico Mundial estima que 65% das crianças de hoje vão trabalhar em funções ou atividades que, a princípio, não existem ainda.

Coworking e Economia Compartilhada foram os dois pontos de destaque neste momento do evento apresentados como as soluções que contemplam as três mobilidades: corporativa, urbana e humana. “O metro quadrado mais caro do Brasil é aquele que você paga e não usa”, apresentou Tiago Alves.Mobilidade Corporativa

Mobilidade Urbana

O excesso de carros nas ruas. Momentos de pico. Horas intermináveis perdidas com deslocamento para o trabalho. Atrasos. Transporte público cheio, causando inúmeras situações no mínimo, desagradáveis. Poluição do ar. Acidentes e óbitos, causando prejuízos financeiros e emocionais. Hospitais lotados, falta de leitos. Esses são só alguns dos aspectos negativos da falta de mobilidade urbana.

Um projeto que está sendo implantado na China, trazido por  Erik Naoki Nakandakare, sobre a integração multimodal é uma solução inteligente que tem por objetivo resolver grande parte dessas questões. “Acho difícil acontecer a curto prazo no Brasil, mas naturalmente é uma tendência”, destacou Erik.

Dentro do projeto além dos carros por aplicativo estão: ônibus, bicicletas, patinetes e outros meios de transporte menos poluentes, por exemplo.

Este projeto, segundo Nakandakare, pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e saúde dos usuários e colaboradores; além disso pode ajudar ainda a aumentar a segurança e diminuir o índice de violência contra as minorias e os acidentes.

Mobilidade Humana

Neste momento o debate é tão amplo que vai desde questões de mobilidade reduzida, limitações ou deficiência física e intelectual até as questões mais básicas da essência humana. Nem sempre o incomodo, problema ou restrição é aparente.

Estabelecer uma conexão real faz parte dessa “nova” relação de trabalho. A transformação digital, que em tese conecta pessoas também as separa. É preciso, em caráter de urgência, fazer uma retrospectiva. O futuro chegou, mas só é possível entendê-lo quando se olha, preserva e respeita o passado.

Fundamentar a relação de trabalho no amor e na verdade, considerando o ser humano indissociável foi um ponto que certamente emocionou alguns presentes durante a palestra de Flávio Tavares, fundador do Instituto PARAR.

Com muita propriedade foi feita a relação entre o sentimento e a produtividade. O CMO apresentou dados em que 10% das pessoas que participaram de uma pesquisa preferem ganhar menos e morar mais perto do trabalho. Na mesma pesquisa 20% consideraram ganhar menos e terem autonomia no gerenciamento do seu tempo. Em outras palavras, para essas pessoas o tempo tem mais valor que o dinheiro.

Conhecer o colaborador. Saber o que é importante para ele. Qual é o fator motivante para estar ali todos os dias. Se possível, entender suas dores e angustias. Se interessar e parabenizar pelas vitórias e conquistas. São todos pontos relevantes para este modelo de mobilidade humana nas relações de trabalho.

Pensar no coletivo aqui não contribui para a mobilidade. Por exemplo, o benefício de uma academia pode ser bom para uns, mas para outros pode ser o auxílio creche. Poder optar é pensar no indivíduo. Em outras palavras, a mobilidade corporativa passa por pensar no indivíduo, como no exemplo. “O futuro é hoje. Sendo mais humano e mais conectado com o que mais importa”, concluiu Tavares

Painel de Debates – Mobilidade Corporativa

Tiago Alves

CEO do SPACES e Regus do Brasil, lidera há quatro anos a forma como as empresas se relacionam com os empregados e seus espaços de trabalho.

Erik Naoki Nakandakare

Head comercial (público e privado) da 99, com mais de 15 anos de experiência na área comercial, apresentou dados e soluções significativas para mobilidade urbana.

Flavio Tavares

Fundador do Instituto PARAR, Idealizador do WTM, um dos maiores eventos de mobilidade do mundo e CMO da GolSat, emocionou os presentes colocando a essência humana no foco do debate.