O risco é um fator inerente ao Supply Chain. Ao estabelecer relações B2B inevitavelmente os profissionais de compras se questionam: de onde vêm os serviços ou materiais adquiridos? Quem está produzindo este produto? Quais são os riscos financeiros, políticos e legais associados a este fornecedor?

Qualquer prática empresarial controversa ou antiética, não importa de quem seja a culpa, pode prejudicar a difícil luta pela reputação da marca.

Por isso, é comum para quem está contratando se concentrar na redução do risco de fornecedores terceirizados. Muitos profissionais de compras exercem a devida diligência quando se trata de avaliar fornecedores qualificados e terceirizar as pessoas certas capazes de concluir um projeto.

O que é menos comum é diversificar uma cadeia de suprimento. Com isto, deixamos de lado a possibilidade de contratação de eventuais fornecedores pertencentes a grupos minoritários, que mitigam os riscos por meio da sustentabilidade, do impacto econômico e da inovação. Mas, por outro lado, fazer negócios com diversos fornecedores estimula o ciclo económico e aumenta o esforço de gestão operacional, o desafio está no equilíbrio desta complexa equação de valor.

Diversos fornecedores criam uma cadeia de suprimentos “saudável”, impactando positivamente as economias locais, criando empregos e gerando receitas e impostos, diversificando riscos e concentração de demanda. Com uma competitividade maior, os fornecedores devem buscar diferenciais e serem capazes de projetar soluções criativas para entregar mais com menos recursos. A natureza desses negócios é reduzir os custos agregando valor.

Walter Freitas – COO da Level Gestão – acredita que o risco operacional é amplificado quando as organizações não diversificam suas cadeias de suprimentos. Além disso, mesmo com a diversificação da base de fornecedores, ainda sim é preciso ter a atenção à gestão do risco trabalhista, previdenciário e de Segurança e Saúde Ocupacional, associado aos prestadores de serviço.