O impacto dos Novos Modelos de Colaboração com Fornecedores e Startups no cenário atual em um evento referência para o setor de procurement

A 10ª Ed. do Procurement Club – Novos Modelos de Colaboração com Fornecedores e Startups – reuniu nomes como André Ghion, Charles Boussion, Charlotte Guinet, Luis Gustavo Lima e Paula Mazanék para dialogar e apresentar a dinâmica de como esse novo modelo de relacionamento com startups tem impactado os negócios.

As vantagens, os resultados e a velocidade como tudo acontece provocou insights no setor de procurement quanto aos novos conceitos e a necessidade de adaptação para se manter no mercado.

Inovação e tecnologia – Empresas e Startups

Transformação Digital – Um novo ecossistema

Considerando a questão cronológica da tecnologia, a transformação digital traz um novo ecossistema para revolucionar as plataformas de negócios. Pautadas nas experiências que geram valor, se consolidam no relacionamento com o cliente; Sendo uma teia que rompe barreiras do mundo virtual para o mundo real.

Para Paula Mazanék – Diretoria de Negócios Digitais do Banco do Brasil essa transformação digital impactou de maneira sem volta o mercado financeiro. Paula considerou ainda que as iniciativas de relacionamento com startups são fundamentais para desenvolver soluções que transformam a cultura e o mindset por meio das novas tecnologias.

A transformação digital e esse novo relacionamento trouxe o foco para o cliente. O que antes, o departamento de P&D pensava primeiro no produto, hoje o foco é primeiro no cliente. Qual a experiência que o cliente quer ter? Como alcançar isso?

Fornecedores e Startups

A participação das pessoas se faz cada vez mais presente e atuante, ainda que no universo digital. Isso tem feito com que as empresas parem para pensar na experiência do cliente.

Essa mudança de mindset sobre o que o cliente quer, para elaborar o que será oferecido é um exemplo dessa mudança provocada por esse novo modelo de relacionamento e gestão. Para alcançar uma fidelização garanta boas experiências.

Sendo startup e fornecedores coisas distintas consequentemente o relacionamento entre tais parceiros também são. Mas é imprescindível integrar as relações para se atingir um objetivo comum.

Abertura e Aprendizado

Aos poucos as empresas estão percebendo que a relação direta com as startups é uma necessidade. Em números, o Brasil conta com mais de 10 mil startups e a perspectiva é de crescimento.

As empresas que estão abertas a aprender e empreender com as startups tendem a ganhar mercado; enquanto outras resistentes estão perdendo vantagens competitivas.

O processo de aprendizado para colocar inovações em prática, passa pelo aporte das startups, que identificam soluções e agregam valor ao desenvolvimento das ideias, produtos e serviços, de acordo com o processo identificado no atendimento e relacionamento com as empresas.

Enquanto grandes corporações se apegam ao seu core, as startups atuam direto nele, inovam, ampliam e resolvem!

Fornecedores e Startups

Na palestra ministrada por Charles Boussion e Charlotte Guinet – Gerente de Inovação & Novos Negócios e Coordenadora de Inovação – Edenred, respectivamente, os ciclos de aprendizado, oportunidade e relacionamento foram apresentados com uma visão macro sobre o assunto.

Como uma teia de áreas distintas, o relacionamento envolve de estudantes/universidades a fornecedores e parceiros. Saber aproveitar as oportunidades e enxergar a solução no problema é uma cultura em constante aprimoramento e aprendizado.

Premissas para desenvolver um relacionamento saudável
  • Se conectar.
  • Vencer medos.
  • Transpor visões antigas.
  • Rever posturas muito tradicionais.
  • Encarar a inovação com ousadia.
  • Estabelecer critérios para saber como investir.
  • Identificar os limites de uma negociação.
  • Conhecer as metas e prazos.

Relacionamento com Startups

É preciso mudar a ótica na hora de contratar uma startup diante da realidade financeira e burocrática dos processos, que podem atrapalhar o desenvolvimento e chegar ao resultado.

São muitos os desafios para que grandes empresas consigam acompanhar as transformações do mercado. O crescimento exponencial dessas “microempresas” com foco em solução e tecnologia, mais conhecidas por “startups”, chama atenção.

Em menos de uma década a participação das startups dobrou no mercado, nas mais variadas áreas.

Mentes movidas e focadas em encontrar soluções caminham a passos largos e ganham espaço nos negócios mais diversos
  • Drones para resolver particularidades do agronegócio;
  • Aplicativos para instituições de ensino ganharem mais eficiência;
  • Modelos de negócio para atender nichos específicos como o ‘Uber para mulheres’;
  • Tecnologia de banco na palma da mão;
  • Inteligência artificial para melhorar processos no departamento de RH da indústria de cosméticos…

Enfim, cases variados transitam entre tantas vertentes da tecnologia e da inovação.

A relação com uma startup e a influencia no crescimento de uma empresa

A apresentação de Luis Gustavo Lima – ACE Partner, trouxe um panorama de como o relacionamento com as startups tem se mostrado uma solução para grandes corporações.

Para que essa relação, entre empresas e startups seja eficiente, é preciso entender que não há uma fórmula secreta. É necessário estrutura, conhecimento técnico, tecnologia e investimento.

Quando uma empresa decide fazer essa parceria é preciso saber que será necessário assumir riscos, mudar o mindset, entender o problema e a dor; conhecer o contexto, os motivos e objetivos de se contratar tal solução. Diante deste cenário, valida-se a ideia podendo estabelecer o M&A como o melhor investimento.

Fornecedores e Startups

Informar-se sobre a cultura e enxergar a necessidade de mudança é uma estratégia que valida mecanismos e tornam os processos menos complexos.

As startups não tem os requisitos mínimos para atender as exigências do setor de procurement. Por isso, flexibilizar faz parte desse novo modelo de relacionamento. Afinal, focado nos departamentos de compras, é importante saber a diferença entre startup e fornecedor e ainda, que as startups possuem limitações, de modo geral, quanto aos excessos burocráticos e financeiros.

O ápice da relação entre empresa e startup é atingir a inovação em menor tempo, com maior assertividade e maior controle sobre a participação de mercado.

Universo Digital e o ‘time’ da tecnologia

A sensação de que o tempo está passando mais rápido pode estar relacionado ao acelerado desenvolvimento tecnológico que temos vivenciado nos últimos 50 – 100 anos.

A impressora foi criada há 200 anos. De lá pra cá passamos pelo telescópio, motor a vapor, telégrafo, lâmpada, telefone, carro, celular, carro hibrido, internet discada, enciclopédia, sites de busca, redes sociais, ipad, ipod, filmes em 3D, aparelhos de DVD, antenas de transmissão, conexão Wi-Fi, plataformas de streaming…

A lista é imensa e talvez haja exemplos que muita gente não saiba nem mesmo o que significa.

Pode parecer exagero, mas não é. Só para ilustrar, há apenas 47 anos foi feita a primeira transmissão a cores pela TV.  A primeira ligação realizada via celular foi há 36 anos. A tecnologia Wi-Fi surgiu em 1997, ou seja, há pouco mais de 20 anos.

O tamanho dos computadores, as tecnologias usadas, os sistemas e softwares e, todos os estágios de inovação, transitam entre dimensões.

André Ghion – Move2 The Next Level – trouxe um pouco desta cronologia e um olhar que conectou este ‘time’ da tecnologia com a criação e percepção de valor que é preciso ter para colher um envolvimento real no futuro desse universo digital.

A transformação digital contextualiza o cenário atual. Para entender esse novo ecossistema que se apresenta e conseguir transitar por ele, é preciso considerar a relação de inovação com as startups, que se apresenta como solução para os negócios de grandes empresas.