A mobilidade corporativa do ponto de vista do Coworking e da Economia Compartilhada chegou na 11ª Ed. do Procurement Club de patinete

Com uma apresentação participativa, interagindo tecnologicamente com os presentes, Tiago Alves, CEO da Regus Brasil abriu a sequência de palestras da 11ª edição do Procurement Club no dia 30 de julho.

De maneira descontraída o palestrante trouxe algumas informações fazendo um contraponto dinâmico com os dados que a interatividade com o público proporcionava. Thiago falou sobre tecnologia, trânsito, impacto ambiental, profissões, espaços de trabalho e, quase que costurando as ideias, fazia um assunto se entrelaçar ao outro.

Ao perguntar, via ferramenta de voto online, como os presentes haviam ido até o evento, no telão “mais de 50% vieram de carro próprio a gasolina... Combustível fóssil,” brincou.

Para conhecer um pouco mais sobre o entendimento dos presentes, sobre o tema em pauta, o CEO questionou sobre como cada um definiria “Mobilidade Corporativa” em uma palavra…
Aproveitando as palavras colocadas pelo público, foi feita uma analogia sobre Coworking e Economia Compartilhada. Para se ter mais agilidade, flexibilidade, acessibilidade, tempo e todas as outras relacionadas, fatalmente se chega ao conceito da nova economia, que é a economia compartilhada. “O metro quadrado mais caro do Brasil é aquele que você paga e não usa”. E assim chega-se ao Coworking, que nada mais é que um espaço de trabalho compartilhado.

Economia Compartilhada ou Nova Economia

O tempo de vida das empresas, da década de 20 pra cá tem mudado significativamente. Thiago provocou uma reflexão sobre os cursos de MBA que, até bem pouco tempo, costumavam pedir business plan com previsões de 5 há 10 anos e hoje em dia isso não existe mais pois, é inviável diante das mudanças tecnológicas e a imprevisibilidade do mercado.

Empresas centenárias, que antes trabalhavam para passar o legado de pai pra filho, hoje, são poucas no mercado. As que resistirem às mudanças tecnológicas, flexibilizações e modernizações de todos os aspectos tendem a perder competitividade de maneira drástica. business plan é de 2 anos. Até menos… Se em um ano a empresa tão te dá um faturamento, esquece…”

Há uma perspectiva de que em breve as empresas durem menos de uma década. A economia compartilhada é uma alternativa inteligente e inovadora que está diretamente relacionada ao faturamento. Logo a durabilidade da empresa.

Quais fatores são determinantes para que uma empresa dure menos?

Chamou a atenção o baixo índice de importância dado ao item “competição”. Competidor é concorrente. A concorrência é fator determinante para a queda e até mesmo ascensão dos negócios.

Movimentar a economia, enxertar dinheiro e conseguir aporte financeiro, segundo Thiago, hoje é mais fácil do que há 10 anos. Mas, ainda de acordo com o CEO é preciso ter “uma boa ideia e capacidade para executar”. O CEO vê no mercado novos estímulos e modalidades de capital e investimento para boas ideias. Este ponto de vista otimista contagia quem tem visão de futuro.

Seguindo os pilares da economia compartilhada é possível e viável implantar em qualquer modelo de negócio.

Coworking e Economia Compartilhada

Coworking

Considerando as mudanças tecnológicas e a revolução digital, a geração Z (nascidos a partir de 2001) tende a não se adaptar a formatos tradicionais, conservadores e engessados de trabalho.

Relacionada diretamente a vida útil das empresas, a mobilidade corporativa passa impreterivelmente pela necessidade de adequação dos espaços.

A versatilidade na forma de contratação, flexibilidade de horário ou no espaço (remoto ou compartilhado), segundo apresentado, já deveria ser prática comum; mas ainda se discute a viabilidade e as vantagens disso.

Mudanças externas são determinantes para tratar esses elementos como fundamentais na modernização das empresas para que acompanhem o mercado e assim, se mantenham ativas e competitivas.

Uma pesquisa apresentada no Fórum Econômico Mundial considerou que, 65% das crianças de hoje, em um futuro próximo, vão trabalhar em profissões que ainda nem existem.

“Quais os desafios para a área de procurement em um espaço de coworking?”

  • 41% confiabilidade dos espaços
  • 31% falta de imagem corporativa

Quando se abre mão de alguns conceitos para adquirir outros benefícios, “a magia acontece”. Brincadeiras à parte, não tem mágica, é estratégia!

Geralmente nesta pergunta costuma haver um índice maior quanto ao assédio de fornecedores. O que não foi o caso no evento e que acaba sendo uma contradição com o departamento de compras. Afinal, “um dos objetivos dos espaços de coworking é fazer networking…”

A Revolução Digital e os Profissionais da Geração Z

A revolução digital, já aconteceu e está estabelecida. É um caminho sem volta. Daqui pra frente o desafio é conseguir se adequar e conseguir prever o que está por vir. “Como projetar um prédio para essa geração se não sabemos nem mesmo quais serão as profissões?” Os prédios hoje possuem vaga para carro elétrico, mas não há uma tecnologia para carregá-lo enquanto está estacionado. Há 5 anos, no Brasil, era inimaginável bicicletas e patinetes compartilhados parados na rua.

Home office já é uma realidade em muitas empresas, mas ainda não em todos os cargos e funções. Flexibilidade de horário, de local e até mesmo de remuneração foram apontados como a nova prática dessa geração.

A flexibilização exige capacitação e preparo. Assim como o home office trouxe problemas do ponto de vista corporativo em que colaboradores não souberam gerenciar o próprio tempo; teve quem sentiu-se sozinho, por não ter o perfil para tal formato, ocasionando questões emocionais nas pessoas.

Ao que tudo indica, em pouco tempo duas gerações fortes estarão atuando juntas. A geração Z, com perfil autêntico, trabalhando onde for viável, com remuneração flexível, colocando seu valor pelas suas entregas; e a geração Y que ainda transita entre o analógico e o digital. Será a independência autônoma e a CLT nos negócios. Plano de carreira não é um conceito aparentemente almejado pelos jovens Z.

O mercado precisa se adequar a isso! A tecnologia chegou para ficar. O debate sobre mobilidade precisa ser ampliado!